quarta-feira, 5 de junho de 2013

Saudades do que vi da vida





Nasci numa pequena cidade do interior de São Paulo,sou a terceira filha de cinco irmãos de um casal fantástico, cresci  cercada de tios,tias, primos, primas, avós, enfim, minha infância foi linda e perfeita, com muita liberdade, pois nasci e cresci em uma fazenda de café.Uma das minhas grandes paixões sempre foram os livros, por isso muito cedo, quis ir para escola, mas naquela época pré-escola era algo impossível principalmente em escola rural.onde estudei.Como sempre fui perseverante e insistente naquilo que quero, comecei a atormentar meus pais para ir à escola, modestia a parte quase sempre consegui o que quis, mas também sempre lutei por aquilo que almejei.
  Cansados das minhas lamentações, meus pais resolveram procurar a escola e ver se era possível o meu ingresso,detalhe importante eu  tinha apenas 6 anos de idade,e não era possível naquela época frequentar a escola.
Minha alegria foi grande, pois meu pai conseguira me ingressar na escola, na condição de que não faria os exames finais, pois na opinião dos educadores da época não estaria apta.
Ainda hoje sinto o cheiro daquela escola de madeira,cujo, chão era de assoalho e fazia barulho ao pisar.
Foi ai que entrei no mundo mágico e maravilhoso da leitura e escrita, aprender a ler foi como descobrir um tesouro, passei a ler tudo o que via pela frente e aescrever meu nome em todos os lugares possíveis.
Assim continuei minha jornada, lembro do primeiro livro lido na quinta serie,Aventuras de Tom Sawyer de Mark Twain,como vivi aquelas aventuras, depois vieram outros,outros e mais outros.

Hoje tenho uma única certeza "a leitura e a escrita" pode mudar seu mundo,ampliando seus horizontes,pois aquela menina criada em fazenda do interior de São Paulo, viajou o mundo inteiro, no aconchego de sua família, álias continuo viajando até hoje.

Um comentário:

  1. Curioso, não é Silvana, como percebemos a mudança de comportamento na criação e rotina de vida familiar. Nossos filhos, quando saímos da licença maternidade, já vão para a escola. Naquela época, o que se fazia com as crianças? Não é? Mãe em casa, o que não existe mais hoje. O tempo nas relações familiares eram outros. Não estou sendo saudosista, há ganhos e há perdas. Cada postagem está sendo uma terapia essa leitura! Que prazer! Ah, me adiciona como autora, hein!

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